Faculdade: melhor particular ou pública?

Se você está de olho no mercado de trabalho, melhor buscar uma particular. É o que se pode deduzir da reportagem "Voltadas para o mercado", publicada na Veja desta semana.

Possuindo currículos menos teóricos e professores que mantêm alguma espécie de vínculo com o mercado de trabalho, elas formam alunos para a vida real, com visão focada nas questões práticas do mercado de trabalho.

Segue a reportagem. Os grifos são meus.

As empresas no Brasil passaram décadas usando um mesmo critério para enxugar as pilhas de currículo acumuladas nos departamentos de recursos humanos: na dúvida entre dois candidatos, ficavam com o que vinha da universidade pública. O quadro começou a mudar nos últimos dez anos, com o aparecimento de centenas de faculdades particulares que despejam milhares de jovens no mercado de trabalho. Uma nova pesquisa mostra em que medida isso teve impacto nas empresas: em 240 das maiores do país, 86% dos funcionários com curso superior saíram de uma instituição privada. Estão distribuídos por todos os escalões. Entre os jovens recém-contratados, os egressos do ensino particular surgem em número ainda maior, o que revela que a tendência só se intensifica: eles são 90% do total. Parte do fenômeno, sobre o qual lançou luz o estudo conduzido pela consultoria Franceschini Análises de Mercado, deve-se à própria expansão acelerada das faculdades particulares. Elas concentram hoje 75% dos universitários. Era esperado, portanto, que também nas empresas houvesse mais deles. O que contribui para a surpreendente predominância das particulares é o fato de oferecerem às empresas formandos com uma visão mais focada nas questões práticas do mercado de trabalho. Resume Sofia Esteves, da Companhia de Talentos, responsável pelo recrutamento de jovens para 160 das grandes empresas no país: "O ensino privado está formando jovens mais prontos para a vida real".

O conjunto de escolas particulares de nível superior que realmente interessa às empresas é, na verdade, bastante reduzido. Constitui-se, basicamente, daquelas que sobressaem nas avaliações do Ministério da Educação (MEC) – e não das que colecionam notas medianas ou ruins, caso de 95% delas. O avanço dos outros 5% é evidente. No último ranking oficial, divulgado neste mês, oito delas figuravam entre as dez melhores faculdades do país e apenas duas eram públicas. Juntas, as particulares atraem quase metade dos Ph.Ds. brasileiros, o dobro de dez anos atrás. Além dos sinais de excelência, as melhores universidades privadas despertam a atenção das empresas porque, na comparação com as públicas, têm um currículo bem menos teórico. Um levantamento recente traz os números para o curso de administração de empresas, entre os mais procurados do país. Nas particulares, 40% das aulas são práticas. Nas públicas, apenas 20%. É uma pequena amostra de um cenário bem mais geral.

A maior conexão das boas instituições particulares com o que se passa fora do ambiente acadêmico se deve, em grande parte, a uma prática comum a todas: elas só contratam professores que mantenham alguma espécie de vínculo com o mercado de trabalho. Os efeitos são positivos. As aulas refletem, naturalmente, mais da realidade do país. O fato de os professores levarem alunos às empresas é também uma ajuda muitas vezes decisiva para o ingresso mais rápido no mercado de trabalho. É o caso do economista carioca Fábio Fonseca, 24 anos, que, por indicação de um professor, arranjou um estágio num banco de investimento. Acabou contratado. Ele, que trabalha hoje numa consultoria, diz: "Já havia aprendido na faculdade os conhecimentos que me exigiam no banco".

A nova pesquisa reforça um problema antigo das universidades públicas: elas estão desconectadas das necessidades reais das empresas. Ao contrário das faculdades particulares, nelas mais da metade dos professores está há tempos afastada do mercado de trabalho. É fácil, portanto, entender por que, nas federais, qualquer mudança no currículo leva uma média de dois anos para acontecer, ao passo que, nas particulares, alterações são feitas a cada novo semestre. O resultado é um sistema caro e pouco eficiente. Enquanto o custo de um universitário de instituição pública no Brasil está entre os mais altos do mundo, o país responde por apenas 1,8% das citações nas melhores revistas científicas e 0,2% dos pedidos internacionais de patentes. São sinais claros de que essas universidades precisam avançar. E olhar para o exemplo das boas faculdades particulares pode ajudar.

27 Comments

  • Nada contra o estilo particular de ser.

    Eu estudei numa universidade “estilo particular” na graduação e nunca gostei desta aproximação da universidade com o mercado. Não quero que uma universidade me ensine a trabalhar, nem me diga onde trabalhar. Quero que ela me transmita conhecimento suficiente para que eu aprenda a trabalhar sozinho.

    Tomara que as universidades particulares nunca esqueçam que elas são uma universidade e não um conglomerado de cursos técnicos.

    []s

  • Olá! Concordo com o Vitor Fernando, não acho que uma escola deva ser um show de cases. Trabalho há anos e não posso dizer que aprendi alguma coisa no trabalho. Inclusive, acredito que o trabalho emburrece…rs… No trabalho, apenas me tornei mais técnica. Meu curso de letras – mais teórico que isso, só se tivesse estudado filosofia – me ensinou a raciocinar e eu pude escolher a profissão que quis.

  • é bem isso mesmo, particular forma empregado, e publica normalmente os chefes, pelo menos na empresa em que eu trabalho a grande maioria são formados em particulares.

  • Victor pamplona, falou tudo, está coberto de razão, temos que valorizar as públicas mesmo que sejam cheias de greves, elas são as melhores.

  • Concordo que Universidade Pública é muito boa! A matéria está dizendo que Faculdade Particular pode ser melhor, mas não é qualquer faculdade e sim as conceituadas. Pois passar no Vestibular de uma Faculdade Particular conceituada não é fácil e também as mensalidades costumam ser o dobro do preço de uma Faculdade Particular “Meia-boca”. Comparem FGV com USP, curso de ADM, a primeira é melhor. O Marcus falou que na empresa onde trabalha os funcionários são de Particular, provavelmente não são da FGV, ESPM, PUC, IBEMEC, ou alguma desse nível.

  • Olá!! A matéria está muito boa!! Excelente. Vamos acabar com esta história que universidade públia é a melhor sempre. Não é. Ela realmente não tem esta ligação com a realidade do país. É a pura verdade. professores teóricos demaissss e desconectados da realidade.

  • Bom,o marcos está erradissimo,a única diferença entre particulares e públicas e inclusive uma injustiça da forma de avaliação do enade é valorizar as pesquisas como critério para pontos,pois eu não vou contratar você porque você estudou na federal ou teve algum contato com pesquisas,geralmente uma bicadinha em pesquisas,não adianta negar,é assim.Eu quero uma pessoa que entenda o capitalismo,a lógica de mercado,para isso os melhores são os professores das particulares que estão em contato direto com o mercado de trabalho,tá ai outra coisa que o enade avalia que é errado,professor de tempo integral ganha mais pontos que um que trabalha e dá aulas.Eu quero que meus funcionários tenham contato com alquém da ativa.Infelizmente o único contra visto do ramo empregadiço é que geralmente os mais bem preparados,da base mesmo,os mais bem esforçados acabam entrando nas federais e por isso,existe algum receio,,em contratar formandos em particulares,mas isso só se for na unitri,uniminas(essa menos) unibambi e a pior,unipac.Todavia,se esses alunos que querem federais fossem para particulares com certeza contrataria os formandos nas particulares.É o aluno que é o importante,não a instituição em si.Vejo que a mentalidade do brasileiro é atrasada e fora da lógica capitalista comteporânea,as pessoas não cansam de se ver alienadas por anos nos seus colégios e cursinhos sendo preparadas em um longo processo de alienação para acreditarem que vale perder 3 anos ou mais em um cursinho em vez de investir na sua formação profissional,pós-graduação ou estudo em livros do seu curso mesmo,sem contar que lá dentro muitos das federais relaxam e os bons que não aceitam essa de cursinho e acabam indo para uma particular são muito mais dedicados justamente por esse preconceito e por estarem pagando,único contra realmente infeliz,pagar.Os cursinhos tranformaram as universidades federais em um uma mercadoria,um fetishe,um sonho de consumo.Bom é só isso,um sonho,na realidade,o que conta é o aluno,se a instituição é reconhecida pelo MEC e o aluno se dedica não importa onde ele se formou,porque se ele se dedicar,uma pessoa formada na UMC ou Unip pode ser muito melhor profissional que uma formada na usp.Lógico que no caso da Usp,unicamp,ufscar até outras federais parecem a unilus ou a Unipac.

    Em fim,o aluno é quem faz o curso,a instituição é importante dentro de um limite,não é o principal,as particulares são boas também,o que falta são alunos bons querendo ingressar nelas.Os cursinhos preparam as pessoas para a alienação a ponto de preferirem perder anos em um cursinho do que ingressar numa particular,um fetishe da mercadoria que esses pré-vestibulares criaram.Invista em livros,no seu curso,a instituição não vai determinar se você é um bom profissional ou sabe alguma coisa a mais que outro.A propaganda dos cursinhos chega a ser fascista aos moldes da propaganda nazista em alguns lugares.Simples alienação,pense bem!

  • Concordo com o Salabid Alkadin ainda estou terminado o ensino médio esse ano
    se DEUS quisé eu termino e já vou entrar em uma faculdade particular onde minha prima se formou e sei que lá saem bons profissionais graduados e tenho ela como exemplo.

  • Como já disseram aqui: ”É o aluno que é o importante,não a instituição em si.”

  • Sou graduando de Engeharia Mecânica (particular) concordo com o Salabid,visto que tanto em federais como em particulares saíram bons e maus profissionais,o mais importante é esforço e a dedicação de cada um. Para alcançar o objetivo ensinado em todo curso de graduação quer seja em faculdade federal ou particular.

  • O objetivo clássico da faculdade é Ensino, Pesquisa e Extensão, e não prepara para o mercado de trabalho.

    Não sei se as particulares são assim… Acredito que não…

  • Numa pesquisa realizada, 77% dos principais executivos, presidentes, direitores e gestores das 500 maiores empresas do país se formaram em universidade particular.
    Esses mesmos dados já foram reconhecidos em épocas anteriores em pesquisas que foram solicitadas pelo revista exame e voce/sa por exemplo.
    Com uma porcentagem menor mas ainda sim alta que na época era por volta de 60 a 68%
    Nao da mais para ignorar isso, as IES particulares formam mais de 70% dos universitários desse país. Se dependece só das publicas nao teria a menor condição de atender a demanda do mercado.

    A maioria dos alunos que conheço querem ter uma boa formação para entrar no mercado de trabalho, e nao pra outra coisa. Essa que é a realidade. E a universidade que nao tem ligação com o mercado de trabalho fica devendo nesse sentido.

    O que tem que melhorar agora é a qualidade, mas já tem univ. particulares sao boas quanto as federais e publicas espalhadas por esse país.
    PUC-RJ, FGV, IBMEC, FACAMP, FEI, MAUA se sairam muito melhores que muitas universidades federais ae, basta fazer uma comparação lá no site do mec ou inep para ver isso.

  • Tenho 2 cursos superiores, 1 em Particular e 1 em Federal e posso dizer , perdi tempo na Federal. Aprendi alguma coisa? Claro, que estudar em federal te ensina a estudar só, ou estuda sozinho ou não consegue nada. Os professores são regulares na teoria e fracos na prática. Já na particular o professor está mais preocupado com o ensino e deseja bons profissionais, pois sabe que isso vai ser cobrado caso não consiga um bom desempenho, o professor é demitido, coisa que não é possível na publica ( raros os casos). Hoje estou iniciando a minha 3ª formação ( 2ª em particular ), está quase perfeito os professores são bons teoricamente e tem muita prática ( o que não acontecia na Federal). Claro que existem federais boas e particulares ruins, mas não vai ser nem o nome, nem concorrência, que vai definir um bom profissional, já vi alunos ruins na federal, como já vi alunos bons na particular. Uma coisa é certa, tem que estudar, treinar e praticar.
    T+

  • Creio que atualmente não seja verdade, pois Universidades Públicas como UFRJ,UERJ,USP,IME,ITA oferecem polos tecnológicos com bom desenvolvimento, e apresenta também a teoria de aula prática cujas particulares não oferecem, sem querer acabar com a sua moral, mas foi oferecido a um recém-formado na IME para que ele possa trabalhar no ramo de minérios cerca de R$12.000,00; isso sem a cota adicional por hora extra… agora pergunta se um engenheiro formado em uma simples particular tem mão-de-obra qualificada para exercer a profissão? primeiro… seria um gasto ENORME para uma universidade particular investir em engenharia cartográfica pondo os alunos para a prática, e segundo… você realmente acredita que há uma grande confiança depositada nesses alunos?? É claro que todos estes de universidades particulares vão sair da graduação já empregados, porém… se vocês querem levar uma vida de indecente com cerca de R$2000,00 à R$3000,00 de salário, bem… a faculdade particular é o seu lugar.

  • Douglas… é facil dizer que 77% dos executivos são formados em faculdades particulares quando somente cerca de 5% da população completa o ensino superior… e sendo que esse GRANDE 77% são universidades particulares com nivel de pública como PUC-RJ, Santa Úrsula… Você não vê um executivo formado na… “Gama Filho”

  • Eu estou me referindo a IES particulares que possuem excelente qualidade, como eu mesmo mencionei PUC-RJ, MAUA, FEI, essas 3 na área de engenharia se sairam melhor que muitas federais e estaduais por ae, isso quem diz é o mec desde a sua primeira avaliação do ensino superior até hoje.
    Depois vem essas outras em areas distintas FGV, IBMEC, FACAMP, Santa Casa e mais algumas poucas.

    As coisas mudam, nao dar para negar a força que as particulares tem hoje, nem sua importancia para o mercado de trabalho, a maioria dos presidentes e diretores das 500 maiores empresas deste país se formaram em universidade particular, diversos alunos que se formam em particular consegue ter uma carreira brilhante no mercado.

    Isso tem que ser louvavel e incentivado para que as demais particulares consigam melhorar seus cursos, pq já está provado que é possivel oferecer curso com alta qualidade.
    Universidade publica nao tem a menor condição de atender a todos, as particulares, ao meu ver, tem que preencher essa lacuna com QUALIDADE. O acesso a educação de qualidade tem que estar disponivel em TODAS as universidades, e nao somente a algumas. Como o governo nao pode atender a demanda cabe a rede particular proporcionar isso, e tem que ser fiscalizada e cobrada para que o ensino seja de ótima qualidade.

    As coisas mudam, o tempo são outros agora, e as IES particulares estao avançando, em alguns cursos já passaram muitas publicas por ae.

    Eu nao sou contra o ensino publico, sou contra o nao acesso ao ensino de qualidade, e como as publicas nao tem infraestrutura, processo de gestao totalmente ineficiente, burocracia gigantesca, ela nao tem como atender a demanda de tantas pessoas por ensino superior.

    E isso pq só 5% da população tem acesso, imagina se o numero fosse maior, o caos estaria estabelecido!!!

  • PELAS SUAS QUALIDADES E DEFEITOS INTRINSECOS, A UNIVERSIDADE PARTICULAR E PUBLICA TEM NICHOS DIFERENTES. AS EMPRESAS SABEM QUANDO BUSCAM UM PROFISSIONAL EM CADA UMA DELAS O QUE VÃO ENCONTRAR. UM FORMADO EM UMA ESCOLA TRADICIONAL COMO A POLI OU ITA É CONTRATADO PARA ENFRENTAR DESAFIOS QUE UM EGRESSO DA FEI OU MAUA PODE OU NÃO SER SOLICITADO. AS ESCOLAS PUBLICAS, PELAS DEFICIENCIAS DE SEUS PROFESSORES E PELA EXIGÊNCIA DE SUAS PROVAS, PRODUZ FORMANDOS CRIATIVOS QUE SABEM SE VIRAR EM MUITAS SITUAÇÕES DIFICEIS. MUITOS SÃO OTIMOS EM CARGOS CRIATIVOS ONDE SE TEM LIBERDADE PARA ESCOLHER O CAMINHO A SEGUIR. JÁ FORMADOS EM ESCOLAS PARTICULARES DA ELITE PODEM SER MUITO BONS TECNICAMENTE TAMBÉM. NO ENTANTO PODEM SER “MAL ACOSTUMADOS” JA QUE ENCONTRAM SOMENTE BONS PROFESSORES E SUPORTE, PODENDO SER LEVADOS A TORNAREM-SE BONS GESTORES, OU SEJA, REPETIDORES DE TECNICAS E PROCESSOS JÁ TESTADOS E COMPROVADOS. HOJE, ONDE A INOVAÇÃO É NECESSÁRIA EXISTE TAMBÉM A NECESSIDADE DA LIDERANÇA. EXISTEM TIPOS DE LIDERANÇA DIFERENTES PORQUE AS PESSOAS SÃO DIFERENTES E AS NECESSIDADES DAS EMPRESAS TAMBÉM SÃO. RESUMINDO, O QUE IMPORTA É A INTELIGENCIA DO ALUNO E INTELIGENCIA TEM MUITAS FACETAS, SENDO A ACADEMICA APENAS UMA DELAS.

  • Desculpe-me pelo uso de caixa alta no meu comentário anterior. Não foi intencional. Só percebi agora . . . .
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  • A Veja é famosa por publicar reportagens bem tendenciosas e com cara de “pagaram para publicarmos”. É claro que o número de formandos em universidade particular vai ser maior, existem milhares de universidades particulares espalhadas pelo país, só na cidade onde eu moro, Belo Horizonte, o número de particulares que eu conheço é pelo menos 4 vezes maior que o número de públicas (e eu tenho certeza que não conheço todas as particulares, então esse número é maior). Eu estudo em universidade federal (engenharia de controle e automação na Federal de Itajubá, UNIFEI) e falo que todos os formandos que querem ir direto pro mercado de trabalho (na área das engenharias) consegue emprego, os que não conseguem é porque não querem, optam por fazer pós-graduação e/ou mestrado logo após formarem. Meu pai dá aula na UFMG e fala a mesma coisa. Falando em liguagem popular, o cara que forma numa particular trabalha fazendo o que os outros mandam, porque é visto como um técnico, o que se formou em uma federal é mais voltado pro lado de pesquisa e desenvolvimento e atua na chefia de projetos, basicamente falando pro formado na particular o que ele tem que fazer, afinal ele aprendeu como um cavalo usando uma viseira.

  • Hoje vemos esse panorama:

    Particular: Visando formação para mercado
    Pública: Visndo formação para pesquisa

    Quanto aos assuntos levantados:

    * Cabe as universidades balancearem a questão acadêmica e de mercado.de trabalho para dar aos alunos um melhor embasamento. Basta ter bom senso. Necessário também é o aluno fazer uma boa pesquisa para a área que deseja ingressar e verificar nas universidades os seus currículos, avaliações, docentes e planos. Existem boas opções públicas como particulares.

    * Cabe ao aluno definir o que quer fazer da sua vida. Nada impede de fazer uma particular e se especializar numa publica ou vice-versa. O fator principal aqui é a escolha e a motivação principal do indivíduo. As pessoas precisam definir o que querem como objetivo e o quanto estão dispostas a se doar para isto.

    * Cabe ao MEC dar condições melhores de ensino para a população obter acesso a uma educação democrática e não apenas para uma “elite intelectual” que pode pagar bem o ensino aos filhos para que estes estejam no top das universidades. Vemos alunos (de certa classe social) estudando em escolas pública para se formarem em universidades particulares e alunos (de outra classe social) estudando em escolas particulares para se formar em universidades públicas. Então ficam as perguntas: será que não tem algo de muito errado aí? Por quê o Brasil é tão mal cotato no ranking de educação universitária? Por quê não se faz nada a respeito?

  • é só passar em uma unicamp ou usp da vida que esta tudo certo mas quer saber pq as publicas são mais bem vistas q as particulares , é simple pq o pessoal que consegue entrar em uma publica ja começa a batalhar no vestibular ja o pessoal das particulares não afinal quem em sá consciência pagaria uma particular quando pode estudar em uma publica foi mal ae mas esta ae a minha opinião mas o pessoal da publica se fode primeiro para depois poder colher os frutos…

  • Eric, tanto faz se você se formou em uma particular ou pública, o que importa é o profissional que você se tornou.

    Quanto ao assunto, eu acho que a única coisa que torna uma faculdade pública melhor que uma particular é o fato de não precisar pagar. No mais, algumas faculdades particulares dão de 10 a 0. Passar em uma faculdade particular renomada é tão difícil quanto em uma pública, portanto, se feito, acredito que todos (com sã conciência, ou não) devem tentar. Afinal, por mais que gaste muito, no final do curso você vai estar formado.

    Um bom profissional não depende somente na universidade… Depende muito de si mesmo.

  • Com certeza seu filho, seu irmão ou até mesmo vc estudam ou estudaram em uma particular neh! Se realmente universidades particulares fossem melhores, a concorrência para estudar numa FEDERAL não seria tão grande!

  • Estou em duvida em que área seguir. Nao me dava bem em matemática, mas quero tentar contabilidade, pensei em fazer logística, pois é uma áre aque esta em crescente no mercado e falta profissionais capacitados. Será que me esforçando consigo dar conta na faculdade (contabilidade)? Logistica é uma boa?
    Como muitos aqui ja se formaram, entendem do assunto, queria saber a opinião.
    Meu email- daniel.silva@segurosunimed.com.br

  • que patético , sou formado em engenharia elétrica em uma particular , no meu estado , trabalho na maior multinacional em um cargo de alto globo empresarial, passei uma vez no concurso para ser perito da polícia federal , o qual possui um salário equivalente a de um delegado.

    não existe faculdade ruim ou boa , existe aluno ruim e aluno bom , eu fui um aluno bom em uma faculdade particular.Muitos dos que trabalham para mim , e se formaram em federais e estaduais , vivem me perguntando
    coisas banais e idiotas.

    Agora , certamente a quantidade de alunos bons em públicas supera os na particulares , convivi com isso , mas veja bem , que quando um aluno de particular quer vencer , ele atinge as altas cúpulas dos mais variados empregos, pois estava mais preparado que um de pública , pois obteve um conhecimento e educação necessário para isso , e estes , geralmente , não se alcança em uma pública.

  • Uma dica pra quem vai pras particulares:ESTUDE E ENTRE NUMA PÙBLICA.Brasileiro ama as facilidades,pois então que entre em uma particularzinha meia-boca e seja um bom empregado.Pela lógica capitalista,como anda o mercado aliado ao seu currículo que não vai ajudar muito,pode ter certeza que você será um bom empregado.Seu chefe certamente virá de uma universidade pública.
    Acho legal esse povo das particulares(a maioria)não possuem a bagagem nem de um aluno de E.M,ao mesmo tempo assistem aulas de professores que fingem ensinar,enquanto acreditam que estão aprendendo.

  • Bom eu apenas vou expressar o que penso a esse respeito.Eu vim de uma escola pública tive deficiência no ensino ,principalmente nas matérias de exatas.Professor de física era raro de ter.Para preencher este buraco estudei por conta e fiz cursinho pré vestibular mesmo assim não consegui passar em uma faculdade pública que era meu maior sonho e que é até hoje.Hoje faço uma particular com meu próprio esforço eu mesmo trabalho e pago os gastos com meus estudos.Acredito que fazer uma particular não foi de todo ruim porque levei a sério o curso e consegui aprender coisas que jamais saberia que ia conhecer.Pretendo prestar vestibular para usp , mas mesmo se eu passar quero ser diferente e valorizar é muito a vaga que conquistei.O que eu conto que esta minha história é que muitos queriam estar nas faculdades públicas,mas muitas vezes não conseguem por deficiência no ensino porque vejamos fica muito dificil você concorrer com um aluno que estudo a vida inteira nos melhores colégios .Mas igual diz o ditado se a regra não te favorece seja a excessão.

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